Muito simples: legalizar a droga.
Vem isto a propósito do lançamento do livro “Seeds of Terror” de Gretchen Peters. Nele, a jornalista - que passou vários meses no Afeganistão - explica como funciona a al Qaeda e os Talibãs. Como é o dinheiro e não a religião, que os move. Como é o Ópio e não a Jihad o seu leitmotiv.
Quem lê este blogue sabe que sou a favor da total legalização de todas as drogas. Este é só mais um (grande) motivo a juntar a muitos outros que pode vir a fundamentar uma política mundial de total legalização que acabe de uma vez por todas com o negócio obscuro e multimilionário da droga.
Todo o estratega militar sabe que um dos passos fundamentais destruir o inimigo é cortar as suas linhas de abastecimento.
As ondas de choque do histórico discurso do presidente Obama em Março deste ano, no começo do ano iraniano, chegaram às ruas de Teerão.
Abrindo as portas ao diálogo, Obama prometeu um “novo começo” baseado no “mútuo respeito e entendimento”. Que diferença para o criminoso de guerra Bush Júnior.
Muitas vozes criticaram o discurso apontando-o como um sinal de fraqueza; os recentes acontecimentos, nas ruas de Terão, mostram quão sábio foi.
O Grande Satã unia o povo persa à volta do seu forte líder, Ahmadinejad, ou melhor, o medo do Grande Satã. Ao melhor estilo Bush com o “eixo do mal”.
Mas o mundo mudou e os tempos são outros. O Grande Satã deixou de existir e Teocracia de Terão tem os dias contados.
A pior coisa que podia ter acontecido ao PSD. A oposição interna a Manuel Ferreira Leite dentro do PSD, que não tinha nenhum interesse em ganhar estas eleições, esvazia-se e a subida de um novo líder para as legislativas torna-se insustentável. E Manuela Ferreira Leite não é um bom candidato para Primeiro-ministro.
Por outro lado, este resultado alerta os simpatizantes da esquerda moderada para o perigo da vitória da direita nas legislativas e mobiliza-os para o voto útil no PS, vindos do Bloco de Esquerda e da CDU.
Para além disso, alerta também para os perigos da ingovernabilidade de um governo a partir de um resultado semelhante a este nas legislativas, coisa a que os eleitores também são bastante sensíveis.
Força ainda o PS a tomar o máximo de medidas populares e eleitoralistas durante os próximos três meses.
Estão portanto lançados os dados para uma vitória expressiva do PS em Outubro.
Sócrates já deu o mote no discurso da derrota: “preparação minuciosa para essa vitória”. Repararam no piscar de olho de Sócrates?
Uma última nota: confesso não ter conseguido concentra-me no discurso de Paulo Rangel: os emplastros em fundo eram inenarráveis.
Preocupante mesmo é a subida em toda a Europa dos partidos de extrema-direita. É um clássico; em tempos de crise, cada um olha só para o seu umbigo, entra-se em delírios proteccionistas, correndo com os imigrantes e esquecendo o que é partilhar com o próximo, esquecendo o que é ser socialista. Os resultados são sempre os que se sabem.
Pois é verdade, quem precisa de ajustes directos de 5,5 milhões de euros, se já o ano passado houve quem fornecesse uma simples fotocopiadora por 6.572.983,00 € (Sim, leu bem, 6 milhões de euros!)
Trata-se do “fornecimento de 1 fotocopiadora, Multifuncional do tipo IRC3080I, para a Divisão de Obras(!!!) Municipais” do distrito de Beja.
É este o modelo:

P.S: Espero bem que seja um erro!
As últimas campanhas da Optimus dizem:
Fale entre Optimus para sempre, a 0 cêntimos.
Escolha qualquer telemóvel, para a nossa rede, por 1 Euro!
Amanhã vou à Optimus comprar 20 telemóveis por 20 euros para todos os meus amigos, para que possamos todos falar entre nós, gratuitamente e com telemóveis novos!
Mas é que vou mesmo. Depois faço update do post com o que aconteceu…
Pelo menos em Espanha já é assim. Foi o que aconteceu com os autores de um site que usava um robot “scraper” para sacar os conteúdos do diário online el dia de ciudad real
Mais discussão neste blogue, pertença de um dos jornalistas plagiados:
Cuidado Margarida Rebelo Pinto…
Fonte:europapress

A linha de cima representa a procura por “crédito” no Google. Como se pode constatar, tem diminuído ligeiramente ao longo dos anos.
A linha de baixo representa as referências, pelos meios de comunicação social, à palavra “crédito”. Aqui sim, se nota uma crescente recorrência ao “crédito”!
Pergunta: estarão os MEDIA a empolar esta crise? Pelo que vejo no dia-a-dia, com centros comerciais cheios e as mesmas filas de trânsito que antes, parece-me que sim.
O mesmo gráfico, em tempo real:
Parangonas de primeira página do “Público” de hoje. Seria bom se fosse verdadeiro. Infelizmente, não é. O título é irónico, porque os números por cima do título não mentem. É verdadeiramente impossível que, em escassos três anos (de 2005 a 2008), a média dos alunos internos no final do secundário tenha passado de medíocre (8,1 valores) para bom (14 valores) porque os sistemas educativos não mudam assim fácil e rapidamente.
Não se pode comparar o incomparável e os exames deste ano não podem ser comparados com os exames de anos anteriores. Eles foram manipulados para dar esta subida anómala, que é, portanto, puramente virtual: é a ilusão de uma subida. O ilusionismo está pois instalado ao mais alto nível do Estado, à semelhança do que acontece nos estados totalitários. A verdade sobre a educação está a ser ocultada num estado democrático.
Por caminhos tortos vão estas democracias.
Qual eixo do mal qual quê. Quem tem visto os noticiários nos últimos dias, sabe só se fala de uma coisa: da libertação de Ingrid Betancourt, ex-refém das FARC.
É incrível como este resgate mais parece uma campanha mediática genial por parte das FARC para se dar a conhecer ao mundo como uma verdadeira superpotência mundial do mal, das garras da qual foi libertada uma de nós e cujo território é impossível penetrar.
Guionistas do OO7 tomem nota, sei que depois da guerra fria tem sido difícil achar um inimigo do mundo ocidental à altura da URSS e, principalmente, que não fira susceptibilidades. Pois bem, está encontrado o inimigo perfeito.
Parabéns aos MEDIA mundiais, acabaram de dar às FARC uma grandeza inimaginável de obter por qualquer outro meio.
Primeiro os pescadores, depois os camionistas, depois os rebocadores, agora os agricultores. Todos pedem subsídios para fazer face ao aumento dos combustíveis.
Mas será que ultimamente toda a gente esqueceu como funciona uma economia de mercado?!
Meus caros senhores, pescadores, camionistas, rebocadores, agricultores ou padeiros: AUMENTEM OS PREÇOS! Façam reflectir o aumento do preço do combustível no aumento dos preços nos vossos serviços. O mercado funcionará por si!
É assim que deve ser: pagam os consumidores e não os contribuintes! (subsídios)
Apenas a um ouvi uma frase sensata: “vou deixar a Agricultura”. Provavelmente será o caminho para muitos, mas o mundo evolui. Evoluam também e adaptem-se aos novos tempos. Épocas de mudanças são épocas de oportunidades. E elas estão ai. Estejam atentos e aproveitem-nas.