o Estado da Arte

Setembro 16, 2006

Porque eu não gosto do novo Papa, parte II

Arquivar em: Mundo, Sociedade — Lidador @ 11:04 pm

Em Abril do ano passado escrevi que não gostava do novo Papa. E indiquei uma única razão: este Papa não iria ajudar à Paz.

Numa intervenção na Universidade de Regensburg, onde no passado leccionou, o Papa explorou as diferenças históricas e filosóficas entre o Islão e o Cristianismo e a relação entre violência e fé. A certa altura, citou um imperador bizantino, segundo o qual Maomé só trouxe ao mundo coisas “más e desumanas, como o direito a defender pela espada a fé que ele persegue”. Esqueceu-se das Cruzadas e subscreveu mesmo que Maomé seria demoníaco!

As reacções não se fizeram esperar. O mundo muçulmano explodiu de raiva e as manifestações multiplicam-se por todo o mundo. A comunidade muçulmana exige um pedido de desculpas.

A Igreja só pediu desculpas uma vez e foi com João Paulo II. Dizer que a diferença entre este Papa e o anterior é infinitamente incomensurável ainda é dizer pouco.

João Paulo II criou os Encontros de Assis, para promover o diálogo entre religiões, permitindo pela fez encontros que nunca tinham sido realizados na história. Nos encontros desde ano, longe da expressão de outrora, Bento XVI esteve ausente.

Tem uma visita marcada para Novembro à Turquia. Duvido que se realize. Começou bem, chamando ontem Constantinopla a Istambul, mais uma vez despromovendo a importância do Islamismo.

É preciso dizer mais?

Excelentes entrevistas que são muito más

Arquivar em: Portugal, Sociedade — Lidador @ 10:38 pm

Telejornal da RTP1. Assunto: Contaminação de Rio. Entrevista ao autarca local, pergunta do jornalista: Quem vai limpar tudo isto? Resposta: “Não sabemos quem irá limpar isto (…) portanto, teremos que ser nós a limpar.”

Jornal das 22h da RTP2. Assunto: Buraco do Ozono. Pergunta do jornalista a um Prof. Dr. Catedrático especialista na matéria: Parece que afinal, o buraco do Ozono está a diminuir!? Resposta:”De modo nenhum, antes pelo contrário, vários estudos indicam … (inserir 10 minutos indecifráveis) … portanto e por tudo isto, estamos no bom caminho, o buraco do ozono está, de facto, a diminuir.”

Setembro 11, 2006

11 de Setembro, nunca mais?!

Arquivar em: Mundo, Política — Lidador @ 9:46 am

5 anos depois, 2,932 soldados americanos já foram mortos no Iraque e no Afeganistão. Nos ataques de 11 de Setembro de 2001 morreram 2,973 pessoas. Sem comentários.

Setembro 10, 2006

A Astrologia e a Força da Gravidade

Arquivar em: Portugal, Sociedade — Lidador @ 3:54 am

No Herman Sic de hoje, e a propósito da entrevista a um astrólogo, Herman José pergunta para o ar: “Alguma vez uns calhaus lá no espaço podem ter alguma influência aqui”?

E eu pergunto: O que causa as marés? Imagine-se a quantidade de água que se move com as marés!

A “influência dos calhaus” é uma força chamada Atracção Gravitacional, mais precisamente Lei de Newton de Gravitação Universal, mas tarde reformulada por Einstein na Teoria Geral da Gravidade, introduzindo a curvatura espaço-tempo em redor dos corpos. Tudo o que vemos à nossa volta sofre a influência desta força, de entre as outras três forças da natureza.

No entanto, a força da gravidade é, de entre todas elas, a única que obstinadamente se recusa a obedecer à mecânica quântica (as outras três - o eletromagnetismo, a força forte e a força fraca podem ser quantizadas).

De facto, a sua exacta medição e determinação ainda é hoje impossível e está envolta em contradições e frustrações nas buscas para encontrar uma consistente teoria que a explique e integre com as outras. Nem o próprio Einstein o conseguiu. Era, aliás, uma das suas grandes frustrações. Apesar de parecer não obedecer a nada, a sua influência de modo inequívoco em todos os corpos é inquestionável.

Sabe-se hoje que, na gestação de cada ser humano, as mais pequenas influências externas podem ter um resultado extraordinário na sua personalidade, como por exemplo, os estados de espírito da mãe. As alterações que o ser humano sofre no período de gestação são infimamente maiores do que a partir do momento do nascimento.

Os astros com maior “influência” gravitacional sobre a Terra são, como se sabe, o Sol e a Lua. A posição do Sol varia ao longo do ano, é ela que define o que é um “ano”.

Assim e resumindo; sabemos que existe uma força poderosa, ainda com o seu quê de misterioso, que varia conforme a altura do ano; sabemos também que, durante a gestação, o feto e a formação do cérebro sofrerá alterações múltiplas e extremamente sensíveis ás mais pequenas influências.

É fácil somar dois mais dois. Acredito na possibilidade de haver características de personalidade muito semelhantes para pessoas nascidas na mesma altura do ano. Quanto mais próximo, mais parecidas. Se quiseram chamem-lhes “signos”.

É pena que Astrologia tenha feito uso disso para criar uma vasta parafernália de folclore como previsões do futuro ou horóscopos diários. Tornou tudo muito pouco sério.

Setembro 7, 2006

Durão Barroso e Sócrates sobre o Terrorismo

Arquivar em: Mundo, Política — Lidador @ 2:39 am

Telejornal da noite. Durão Barroso e Sócrates, inquiridos por um jornalista sobre o sempre incómodo tema do terrorismo, debitam, incomodados, a ladainha do costume:

“Reforçar a segurança interna de cada país, a cooperação de polícias entre estados, e fomentar o entendimento entre civilizações.”

Evidente, mas a resposta mais importe, e que ninguém deu, é: eliminar a pobreza no mundo, principalmente nos países de grande influência de fundamentalismos religiosos. Será assim tão difícil perceber isto?

Nos países onde se recrutam suicidas, a pobreza é estrema, e as possibilidade de futuro nulas. Nada têm a perder. Apenas invejam a riqueza que lhes chega pela MTV.

O que resta aquela gente? Resta a possibilidade de serem heróis e terem um mundo magnífico à sua espera no lado de lá (70 virgens incluídas). E no caso dos atentados de Londres em que os terroristas estavam integrados na comunidade? Estariam mesmo? E que dizer de um estudo recente que indica a Inglaterra com o pais europeu em que é mais difícil subir de estrato social. Isto é, quem nasce pobre, invariavelmente morre pobre. Filmes como Braveheart, o filme de Mel Gibson sobre o herói/terrorista (depende do ponto de vista, se o de Inglaterra ou Escócia), são o nosso contributo para que os candidatos a terroristas dêem o ultimo passo.

São a nossa critica ao mundo actual, onde faltam os valores antes nobres como a noção de honra, o dar a vida pela pátria, a falta de heróis.

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