O príncipe Harry quer ir para o Iraque acabar de cumprir o serviço militar ao serviço de sua majestade, sua avó; diz que é igual a qualquer outro.
Alguém dê dois pares de estalos a sua excelência e ponha o puto na ordem para que deixe de gozar com coisas sérias. É evidente que não é igual a toda a gente, é evidente que não vai lá fazer nada a não ser brincar às guerras e pôr em sério risco todos os seus camaradas de armas. Só agora é que quer ser igual aos outros? E quando vai de férias para Saint-Tropez em iates de milhões?
Sugiro o jogo para PC: Call of Duty II.
Muito útil, de facto. Para aprender:
- O que é legal ou não e conseguir andar no limbo
- Como utilizar técnicas que ainda não conhecia. Acabei mesmo agora de ver, na ilustração da TVI, uma nota dentro da carta de condução! Brilhante! Pode sempre depois dizer-se: “Não, Sr. Agente, por amor de Deus, a nota deve ter-se misturado com a carta. Juro-lhe que não sabia que aí estava.” Isto, claro está, se não pegar.
e, finalmente:
- Como ser bufo
O jornal PÚBLICO foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a pagar uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal por ter noticiado, em 2001, que o clube tinha uma dívida ao Estado de 460 mil contos desde 1996. Apesar de o Supremo ter admitido que a notícia é verdadeira, condenou o jornal com o argumento de que o clube foi lesado no seu bom-nome e reputação.
Vamos lá a ver se entendo. Os Juízes, supremos patronos da verdade, vêm dizer que a verdade NÃO é importante! Melhor, vem também dizer que publicar algo que denigre o bom-nome de alguém, apesar de verdadeiro, é condenável.
Mas então, sendo este acórdão publicado em Diário da Republica, os próprios juízes estão a incorrer no mesmo crime que acusam os jornalistas pois, apesar da sentença ser verdadeira, está a sujar o bom-nome do Sporting ao ser publicada.
Melhor ainda. A Administração Fiscal publica, na Internet, a lista de todos os devedores ao fisco! A partir de agora, têm toda a legitimidade para processar o Estado!
Vou ser breve. À pergunta de José Alberto Carvalho: “Preparou-se bem para esta entrevista?” José Sócrates foi peremptória: “Não fiz qualquer espécie de investigação, porque não precisava. Apenas me preparei mentalmente para o que iria responder.”
Meia hora depois, respondendo a outra pergunta diz: “calma, eu fiz uma rigorosa investigação…”.
Em que ficamos? Pouco credível.