Muito simples: legalizar a droga.
Vem isto a propósito do lançamento do livro “Seeds of Terror” de Gretchen Peters. Nele, a jornalista - que passou vários meses no Afeganistão - explica como funciona a al Qaeda e os Talibãs. Como é o dinheiro e não a religião, que os move. Como é o Ópio e não a Jihad o seu leitmotiv.
Quem lê este blogue sabe que sou a favor da total legalização de todas as drogas. Este é só mais um (grande) motivo a juntar a muitos outros que pode vir a fundamentar uma política mundial de total legalização que acabe de uma vez por todas com o negócio obscuro e multimilionário da droga.
Todo o estratega militar sabe que um dos passos fundamentais destruir o inimigo é cortar as suas linhas de abastecimento.

A linha de cima representa a procura por “crédito” no Google. Como se pode constatar, tem diminuído ligeiramente ao longo dos anos.
A linha de baixo representa as referências, pelos meios de comunicação social, à palavra “crédito”. Aqui sim, se nota uma crescente recorrência ao “crédito”!
Pergunta: estarão os MEDIA a empolar esta crise? Pelo que vejo no dia-a-dia, com centros comerciais cheios e as mesmas filas de trânsito que antes, parece-me que sim.
O mesmo gráfico, em tempo real:
Primeiro os pescadores, depois os camionistas, depois os rebocadores, agora os agricultores. Todos pedem subsídios para fazer face ao aumento dos combustíveis.
Mas será que ultimamente toda a gente esqueceu como funciona uma economia de mercado?!
Meus caros senhores, pescadores, camionistas, rebocadores, agricultores ou padeiros: AUMENTEM OS PREÇOS! Façam reflectir o aumento do preço do combustível no aumento dos preços nos vossos serviços. O mercado funcionará por si!
É assim que deve ser: pagam os consumidores e não os contribuintes! (subsídios)
Apenas a um ouvi uma frase sensata: “vou deixar a Agricultura”. Provavelmente será o caminho para muitos, mas o mundo evolui. Evoluam também e adaptem-se aos novos tempos. Épocas de mudanças são épocas de oportunidades. E elas estão ai. Estejam atentos e aproveitem-nas.
Eu até me considero tendencialmente de esquerda, em quase tudo o que diz respeito a politicas sociais; penso mesmo que um governo ideal só pode ser de esquerda, pois é a única maneira de usar o contrapeso do poder politico contra o poder que advém do dinheiro. Isto é, se os patrões e o governo alinharem pela mesma bitola, quem defende o trabalhador?!
Dito isto, o recente acordo em concertação social sobre novas políticas laborais, apesar de ter os seus méritos, envia algumas mensagens absolutamente erradas:
Um grande exemplo é a penalização dos recibos verdes acima de 900 euros. Mensagem: trabalhem, mas não muito, ou serão penalizados! É uma medida que assenta que nem uma luva ao pais do tuga que, como diz Vasco Pulido Valente, é o país do igualzinho, nós podemos ser pobres mas temos é que ser todos igualmente pobres.
As autoridades chinesas aprovaram hoje um reajuste superior a 16% nos custos dos combustíveis, pela primeira vez em mais de sete meses, passado a reflectir cada vez mais o preço real no consumidor e abandonando cada vez mais os subsídios aos combustíveis.
Tendo em conta a dimensão do mercado Chinês, é sem duvida que uma grande contribuição para a descida dos preços, sendo ao mesmo tempo um teste real ao mercado: se o mercado estiver a funcionar como deve ser, os preços irão sem dúvida baixar num futuro próximo!
É verdade, parece que, ao fim de 19 aumentos consecutivos, a gasolina baixou… 1 cêntimo.
Baixou um cêntimo?! A culpa? A culpa é dos senhores jornalistas. Lá que a Galp tenha sentido de humor (negro) de fazer anúncios destes, como é que os jornalistas têm a lata de divulgar uma notícia destas?
O Instituto Nacional de Estatística limpou as bases de dados de desempregados no princípio do ano e, muito naturalmente, a taxa de desemprego (não homóloga) baixou.
A notícia fez hoje furor em todos os meios de comunicação social hoje: Portugal está finalmente a sair da crise: o desemprego baixou três décimas no primeiro trimestre deste ano, comparativamente aos últimos três meses do ano passado. Sem comentários!
Uma verdadeira onda de “alergias” varreu as escolas do País, obrigando mesmo ao encerramento de algumas delas, e inundando centros de saúde e urgências hospitalares. Mais de 200 alunos de seis escolas queixaram-se de comichões e vermelhões na pele. Na grande maioria dos casos, os médicos não encontraram qualquer razão clínica. A situação é descrita pelos especialistas como uma “psicose colectiva”: é que na série Morangos com Açúcar, os últimos episódios têm mostrado um cenário semelhante!
Só tenho um aviso a fazer à nevegação distraída: atenção agências de publicidade: o product placement nesta novela vale milhões.
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Como aumentar a produtividade, diminuir drasticamente o desemprego e aumentar os ordenados, sem a mínima contestação social. Parece impossível? Não é. A receita é muito simples, mas é preciso ter… muita coragem.
Faz-se uma revisão total da legislação laboral que permita a coexistência de dois enquadramentos completamente dispares para os contratos de trabalho. No primeiro, tudo se mantém exactamente como até aqui e nenhuma regalia é perdida. No segundo, contudo, todas as regalias são perdidas e implementa-se a legislação mais flexível que o espaço comunitário permite. A que permite, por exemplo, despedir um trabalhador de um dia para o outro. O truque está em conseguir manter as duas a funcionar ao mesmo tempo.
Não haverá contestação, porque ninguém será afectado a não ser os novos trabalhadores. Mas até esses poderão escolher entre quais dos regimes pretendem ser enquadrados. É claro que, conhecendo como conheço a nossa gente, está-se mesmo a ver o que vai acontecer. Quando um novo empregado entrar, a ganhar, no novo regime, quase o dobro do que ganham os seus colegas, quero ver quanto tempo dura até que eles mudem para o novo regime. E estou mesmo a ver os sindicalistas atrás a dizer: “não façam isso, por favor! Não se deixem enganar”.
Estamos numa época chave. É preciso tomar decisões drásticas. A Europa já não nos deixa fazer o que Irlanda fez, quando pôs o IRC a zero. Ainda temos algumas hipóteses. Usemo-las o quanto antes, “antes de que sea tarde”.
Professores, Juízes, Policias, Militares não percebem quão ridículos parecem ao fazerem discursos esfarrapados e sem nexo, quando o que querem realmente dizer é: “Eu não quero trabalhar mais e também não quero continuar a receber o mesmo!”
De facto os discursos são, invariavelmente, do género: “Isto não é solução. O que é preciso é repensar e reestruturar todo o sector _____ (preencher de acordo) para que se possa realmente oferecer um serviço de qualidade.”
Tenham dó!
P.S: Para quem achava que os meus posts andavam muito para a esquerda, aqui está um mais à direita.