Acabei de ver o último episódio dos Simpsons em que Bart e o Homer se convertem ao catolicismo. O episódio, brilhante, acaba com uma mensagem de paz em que o Bart enfatiza o quanto são ridículas as divergências que opõe as diferentes facções de cristãos: católicos, protestantes, etc.
1000 Anos mais tarde, e verdadeiro final do episódio, a humanidade enfrenta mais uma guerra religiosa. As facções rivais, divergem sobre os ensinamentos de Bart Simpson, o último profeta de Deus, uns defendem que seriam acerca de amor e de tolerância, outros de compreensão e de paz (e se ele foi traído por Milhouse e desventrado por motos de neve até à morte)
Antes tinha estado a ver uma entrevista com Bob Geldof, que a certa altura menciona: “Tornar as pessoas mais ricas evita guerras, simplesmente porque as pessoas têm muito mais a perder.”
É tão óbvia esta constatação, e no entanto tão dificilmente entendida em toda a sua dimensão pelos governantes deste mundo.
Iraque: dias de hoje. Xiitas e Sunitas opostos simplesmente pela diferença de interpretação sobre quem deveria ter sido o verdadeiro herdeiro do profeta Maomé. Tretas. Dispostos a lutar porque têm muito pouco a perder.
Ângelo Correia avançou quando mais ninguém queria avançar. É nos momentos de crise que se vê a fibra das pessoas.
Durante o congresso, um jornalista perguntou:” Você é uma segunda escolha para presidente da mesa do congresso, a primeira seria Manuela Ferreira Leite, certo?!” Ao que Ângelo Correia responde: “É verdade! E qual o problema de ser uma segunda escolha? Sou com muita honra! “
Gordon Brown ameaça não estar presente na cimeira UE/África, prevista para Dezembro, em Lisboa, se o líder do Zimbabué, Robert Mugabe, estiver.
José Sócrates mantém a posição e afirma que irá convidar Robert Mugabe.
Concordo com José Sócrates.
Não é virando as costas a um problema que este se resolve.
Não é fechando os olhos que se esquecemos que ele existe.
Mais proximidade e conhecimento é um primeiro e importantíssimo passo para a resolução de um problema.
Para Gordon Brown, Robert Mugabe parece ser um inimigo de morte. Muito bem, e então nunca ouviu dizer para conservar os amigos perto e os inimigos ainda mais perto?
Pois é, dá é muito trabalho, não é fácil e é até bastante arriscado politicamente? Certo? Há pois é…
A sindicância que o Ministério da Justiça ordenou à Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (DCITE) da Polícia Judiciária (PJ) não apurou qualquer irregularidade susceptível de motivar processos de índole disciplinar a nenhum dos investigadores.
No entanto, fez algumas recomendações de entre as quais destaco:
“Aconselha-se a não guardar o dinheiro apreendido em gavetas pessoais.”
Vou ser breve. À pergunta de José Alberto Carvalho: “Preparou-se bem para esta entrevista?” José Sócrates foi peremptória: “Não fiz qualquer espécie de investigação, porque não precisava. Apenas me preparei mentalmente para o que iria responder.”
Meia hora depois, respondendo a outra pergunta diz: “calma, eu fiz uma rigorosa investigação…”.
O Prof. Hermano Saraiva, disse, num dos seus programas semanais, que era preciso entender Salazar de acordo com o seu tempo.
Argumentaram logo outros que haviam muitas outras democracias à época na Europa.
E o que originaram a maior parte dessas democracias? Veja-se Espanha, mesmo aqui ao lado.
É que não é fácil passar de uma monarquia para uma democracia. E mesmo quase impossível.
A nossa primeira republica chegou a ter mais de 10 governos num só ano.
Não são necessárias grandes teorias políticas para percebe-lo; a razão é simples. O povo, que num regime de falta total de liberdade está resignado com o facto de toda a riqueza pertencer a muito poucos, de repente e em demasiada liberdade, pensa que essa mesma riqueza é para ser distribuída por todos. O estado intermédio, é difícil de ser conseguido e só pode ser conquistado por um povo amadurecido e informado. Nunca pode ser imposto abruptamente.
Os exemplos estão ai, mesmo nos dias de hoje, sendo o Iraque a mais flagrante exemplo de uma nação que não estava preparada para uma democracia.
Os casos empilham-se sem decisão à vista. Inocentes cumprem prisão provisória, situações de delito continuam a ocorrer se não há decisão, casos graves arriscam prescrição.
A minha proposta é simples: faça-se como se fez nos hospitais. Em cada tribunal, um juiz de serviço analisaria cada casa e daria a cada processo uma prioridade, uma etiqueta de entre quatro, de verde a vermelho.
Bem sei que, de algum modo isso já é feito nas audiências preliminares na altura em que se detêm os arguidos, mas o que proponho é algo bem diferente; é fazer processos passarem para a frente de outros de acordo com a gravidade do que esta em causa.
5 anos depois, 2,932 soldados americanos já foram mortos no Iraque e no Afeganistão. Nos ataques de 11 de Setembro de 2001 morreram 2,973 pessoas. Sem comentários.