Amy Winehouse cantou esta noite no Rock em Lisboa com muita droga e muito álcool. Estava literalmente a curtir a trip no palco. Mas foi a reacção dos “jovens” que assistiam que verdadeiramente me chocou. Ficaram escandalizados e assobiavam.
Eu gostei muito do concerto! Mais tenho consciência que a minha opinião é minoritária. Muitos argumentam que uma artista do nível dela, paga a peso de ouro, devia comportar-se como devia e proporcionar a quem assistia um espectáculo digno do preço que pagaram.
A única coisa que não bate certo neste argumento, é a parte “artista”! Estamos a falar de uma artista, e não de uma palestra de um consultor económico, tipo Nicholas Negroponte.
Alguns dos melhores livros, quadros, musicas do nosso século foram gerados sob o efeito de muito álcool e/ou drogas.
Infelizmente, na nossa sociedade baby-siter que tudo ensina, o certinho é que deve ser.
Que longe estamos dos loucos anos 70, do “Sex, drugs and rock and roll” em que Jim Morrison aparecia bem pior em palco e a reacção do público era ligeiramente diferente: faziam uma fogueira, despiam-se e dançavam à volta dele em delírio!
O curioso é que, nessa altura Jim Morrison acabava quase preso depois dos concertos, enquanto hoje, se permite quase tudo… aparentemente. Subtilmente, a repressão está lá e funciona muito mais eficazmente.
É verdade, parece que, ao fim de 19 aumentos consecutivos, a gasolina baixou… 1 cêntimo.
Baixou um cêntimo?! A culpa? A culpa é dos senhores jornalistas. Lá que a Galp tenha sentido de humor (negro) de fazer anúncios destes, como é que os jornalistas têm a lata de divulgar uma notícia destas?
Aqui a agora na SIC: os blogues e o fim do mundo, tal como o conhecemos; para ver até ao fim. É que ainda se aprendem uns truques à conta de Moita Flores e Rogério Alves. Eis o que aprendi:
Truque para os perpetradores: podem injuriar e difamar à vontade na net que nada vos vai acontecer. Porquê? Porque como é um crime com menos de 3 anos de pena, não dá direito a pedir os logs aos ISPs e, portanto, nunca vão saber quem é quem. Até tem uma alcunha: “bagatela penal”
Truque para os injuriados: conseguir os dados sub-repticiamente (usando qq técnica: csrf, xss, etc) e depois mostrá-los ao juiz. É óbvio que não podem ser usados como prova, mas entretanto o juiz já foi influenciado.
Acerca da temática em sim e tal como a maior parte das novas ferramentas postas à disposição de todos nós, trata-se tão simplesmente de um problema de educação: na escola ou em casa, alguém tem que educar os miúdos para todas as possibilidades da Internet; não para o que se deve ou o que não se deve fazer, mas antes para as potencialidades e consequências (para o bem e para o mal) de tudo o que se faz e põe online.
Ao autor deste blogue, vai o meu convite: proponho uma entrevista e um blogue que acompanha o dia-a-dia do autor do blogue sobre os jornalistas que acompanham a seleção. Quantas vezes escreve no blogue, quantas vezes vai à casa de banho, enfim, o costume.
Eleições no PSD à porta. Só tenho um comentário a fazer: “Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”.
O PSD sem poder implode! Comem-se uns aos outros e ninguém sabe o que diz. No fundo todos eles pensam: “Que raio, o Sócrates tá a fazer exactamente o que eu faria, o que é que eu posso dizer agora para ser diferente?!”
Agora que Clix, Zon e Meo apresentam propostas de TV de alta definição é, mais do que nunca, muito importante perceber a diferença entre TV normal e de alta definição.
Cá está, o teste que faltava! Na imagem da esquerda, a TV normal; na imagem à direita a TV de alta definição, em toda a sua glória.
Imaginem que António Lobo Antunes tinha que por uns calções e jogar futebol, em directo na TV! Por certo jogaria um futebol penoso e seria um espectáculo nada agradável de ver, estamos de acordo?!
Então, por favor senhores jornalistas, não ponham o Petit a dar conferências de imprensa. É também penoso de ver. Para além de não ter absolutamente nada para dizer, também não sabe como fazê-lo. Mas também isso não interessa nada, o homem é pago para jogar e é isso que faz excelentemente.
Também não me interessa nada saber se o Deco cortou as unhas, como o Ronaldo mudou de penteado ou quando o Scolary foi à casa de banho.
Vamos fazer deste campeonato Europeu de futebol uma festa e não nos façam chegar à altura dos golos a deitar Ronaldo pelas orelhas.
Acabei de ver o último episódio dos Simpsons em que Bart e o Homer se convertem ao catolicismo. O episódio, brilhante, acaba com uma mensagem de paz em que o Bart enfatiza o quanto são ridículas as divergências que opõe as diferentes facções de cristãos: católicos, protestantes, etc.
1000 Anos mais tarde, e verdadeiro final do episódio, a humanidade enfrenta mais uma guerra religiosa. As facções rivais, divergem sobre os ensinamentos de Bart Simpson, o último profeta de Deus, uns defendem que seriam acerca de amor e de tolerância, outros de compreensão e de paz (e se ele foi traído por Milhouse e desventrado por motos de neve até à morte)
Antes tinha estado a ver uma entrevista com Bob Geldof, que a certa altura menciona: “Tornar as pessoas mais ricas evita guerras, simplesmente porque as pessoas têm muito mais a perder.”
É tão óbvia esta constatação, e no entanto tão dificilmente entendida em toda a sua dimensão pelos governantes deste mundo.
Iraque: dias de hoje. Xiitas e Sunitas opostos simplesmente pela diferença de interpretação sobre quem deveria ter sido o verdadeiro herdeiro do profeta Maomé. Tretas. Dispostos a lutar porque têm muito pouco a perder.
A França está a um passo de ter uma lei que permite cortar o acesso à net a quem for apanhado a partilhar ficheiros. Esta lei, que Sarkozy entende como um “decisivo momento para o futuro de uma Internet civilizada”, permite que os operadores de comunicações passem a monitorizar todo o tráfego que circula na rede, instalando um sistema que vigia a autenticidade dos conteúdos transferidos. Orwell cada vez mais certo.
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Vem este post a propósito de mais uma das campanhas de TV Cabo em que anunciam a Internet, a TV ou o Telefone a 9.99 Euros/mês. Claro está que o que não dizem, é que é válido apenas nos três primeiros meses!
Eu só pergunto: ninguém regula isto?! Isto não é publicidade enganosa?
Melhor ainda são aquelas campanhas das operadoras de telemóveis em que, por exemplo, se pode falar “à borlix”! Mas atenção às letras pequenas: é só entre telefones 91, e entre as 19:15 e as 19:45, para as noites de lua cheia em dias pares, e 20:22 e 21:34 nas outras noites e caso a maré esteja vazia. Se ambos os telefones forem pretos, há que introduzir o código #34 antes da meia-noite do dia anterior. E, para aderir é preciso ligar para o número 8009191919 e aceitar o pagamento de $50 nas próximas 24 facturas, e uma permanência de 23 meses.